CAP-UERJ É OCUPADO POR ESTUDANTES.

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O movimento de ocupação de escolas se alastra. Com o apoio de pais, professores e da própria direção, cerca de 20 alunos do Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAp-Uerj), considerado um centro de excelência, montaram acampamento na instituição, no Rio Comprido. Durante a tarde chuvosa, os estudantes começaram a levar colchões para a unidade, que é ligada à Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia.

PAUTA PRÓPRIA

O colégio vem sofrendo as consequências da crise financeira do estado. Os estudantes envolvidos na ocupação disseram que permanecerão no CAp-Uerj até que sejam atendidas reivindicações de melhorias na estrutura de ensino. Embora sejam solidários aos professores, que estão em greve, os adolescentes explicaram que tomaram a decisão de ocupar a unidade por conta de problemas que atingem diretamente todos os alunos.

Apoiamos a greve, mas a gente está aqui por pautas estudantis — disse Matheus Zaonon, de 17 anos, aluno do 3º ano do ensino médio. — Teve turma que ficou três anos com professor provisório de Português.

700O colégio não oferece alimentação gratuita, e, segundo a estudante Gabriela Neves, de 16 anos, alguns adolescentes chegam a gastar R$ 100 por semana para almoçar, pois as aulas são em tempo integral. A instituição reserva vagas para filhos de servidores estaduais e, por isso, muitos sentem em casa a dificuldade financeira enfrentada pelo governo fluminense.

Minha mãe sabe que ocupar é uma necessidade nossa. Neste momento, ela está sofrendo por não receber em dia. As contas chegam, ela pede compreensão aos credores, como o governador recomendou, mas nem sempre consegue recebê-la — conta Milena Martins, de 17 anos.

Ao contrário do que ocorre nas escolas da rede estadual, a ocupação do CAp-Uerj acontece em acordo com a diretoria da unidade, eleita por alunos, pais e professores. O protesto reúne principalmente estudantes do 3º ano do ensino médio, que terão aulas preparatórias para o vestibular, e do 9º ano do ensino fundamental.

Uma das caçulas da ocupação é Joana Nogueira, de 14 anos. A estudante do 9º ano chegou ao colégio levada pelo pai, um professor da Uerj. Ele ajudou a menina a carregar até o portão um enorme saco plástico azul no qual ela, franzina e baixinha, guardou cobertores e colchonete para dormir dentro de uma das salas de aula da unidade.

A ocupação, segundo o grêmio escolar, foi aprovada um dia antes, em assembleia estudantil. Na pauta, eles pedem acesso à merenda gratuita (o bandejão está fechado), reparos nas instalações do colégio, cujo teto está cedendo e se encontra cheio de goteiras, e o fim da carência de professores. Segundo o grêmio, a unidade tem 1.100 alunos.

Fonte: O Globo

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